Política fiscal gera incertezas sobre o controle das contas públicas
Governo mantém gastos elevados enquanto dívida pública bruta cresce em relação ao PIB
O governo federal enfrenta críticas pela condução da política fiscal no atual mandato. A estratégia de ampliar gastos durante períodos de crescimento econômico resultou em inflação persistente e aumento expressivo no nível de endividamento do país.
A dívida pública bruta subiu 11 pontos percentuais em relação ao PIB nos últimos quatro anos. O presidente prepara um pronunciamento à nação para abordar o tema, embora assessores descartem a apresentação de medidas concretas de ajuste neste momento.
Historicamente, a falta de coerência entre o discurso de equilíbrio e as ações práticas gerou instabilidade nos mercados. Um exemplo ocorreu quando o governo buscou aumentar receitas e reduzir o Imposto de Renda simultaneamente, provocando uma saída recorde de dólares do país.
Naquela ocasião, a fuga de capital superou 24 bilhões de dólares em um único mês. O Banco Central precisou intervir com 32,5 bilhões de dólares de suas reservas internacionais para conter a alta da moeda americana, que chegou a ultrapassar a marca de 6 reais.
A ausência de um plano fiscal sólido mantém o mercado em alerta quanto à capacidade estatal de gerir o endividamento. A repetição de promessas genéricas sem atos de austeridade pode elevar a pressão sobre os ativos brasileiros nos próximos meses.
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