França enfrenta nova onda de protestos e impasse orçamentário
Sindicatos organizam greves nacionais e marchas massivas por melhores salários e serviços públicos
A França vive um cenário de instabilidade social com a mobilização de cinco grandes sindicatos em um dia nacional de ação. Centenas de milhares de pessoas ocupam as ruas para exigir aumentos salariais e a proteção de serviços públicos essenciais.
O movimento ganhou força desde setembro com a adesão de estudantes e trabalhadores de diversos setores. As autoridades estimam a participação de até 700 mil manifestantes em mais de 250 atos programados pelo país. O governo mobilizou 70 mil policiais para conter possíveis episódios de violência.
As paralisações afetam diretamente o funcionamento de escolas e hospitais. Há relatos de interrupções no transporte público e na produção de refinarias de petróleo. O país também enfrenta desafios energéticos com a queda na geração de eletricidade em usinas nucleares.
Os sindicatos reivindicam um reajuste imediato no salário mínimo e um aumento líquido de 100 euros mensais para os trabalhadores. O governo tentou reduzir a pressão social ao liberar 10 milhões de barris de diesel de reservas estratégicas. Também houve promessas de reformas no sistema de admissão universitária para atender demandas estudantis.
A instabilidade política e social na Europa eleva a aversão ao risco global, o que costuma fortalecer a busca por ativos de reserva e pressionar o câmbio.
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