China exige corte de tarifas para ampliar compra de produtos agrícolas
Pequim condiciona a importação de US$ 30 bilhões em bens americanos à implementação de um acordo de redução tarifária recíproca entre as nações
O governo chinês condicionou a expansão das compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos à efetivação de um acordo de redução tarifária recíproca. A exigência prevê um pacote de 30 bilhões de dólares em cortes de impostos de ambos os lados para destravar o fluxo comercial.
Representantes de Pequim e Washington planejam realizar reuniões antes do encerramento deste ano. O objetivo central do encontro é debater a redução de barreiras não tarifárias e estabelecer metas claras para as importações futuras.
Em setembro, os presidentes Xi Jinping e Donald Trump discutiram um plano de 60 bilhões de dólares em cortes tarifários mútuos. O montante inclui cerca de 17 bilhões de dólares em produtos agrícolas americanos importados pela China ao longo de 2024.
Dados oficiais apontam que a China cumpre as metas estabelecidas para a soja. Contudo, as aquisições de outros itens como milho e carne somaram apenas 7,2 bilhões de dólares entre janeiro e setembro deste ano.
O ritmo lento das negociações gera incertezas sobre o cronograma das metas de importação. A falta de definição sobre o início da contagem dos prazos pressiona os produtores americanos que lidam com custos elevados.
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