Expansão de data centers enfrenta resistência política nos Estados Unidos
Resultados eleitorais indicam oposição crescente a grandes projetos de infraestrutura de inteligência artificial em diversos estados americanos
A expansão de data centers para inteligência artificial encontrou barreiras significativas nas eleições de meio de mandato. Em dez estados, 41 medidas locais tentaram restringir a construção dessas instalações. Os eleitores rejeitaram o avanço desses projetos em quase todas as votações, com exceção de uma cidade na Dakota do Norte.
O estado de Ohio tornou-se um dos principais palcos dessa disputa. Com 21 medidas nas urnas, a população local demonstrou forte resistência ao crescimento da infraestrutura tecnológica. A eleição de Amy Acton para o governo estadual traz incertezas adicionais, pois ela defende uma moratória condicional para novos centros de dados.
No Texas, que concentrava grandes investimentos de empresas de tecnologia, a mudança no cenário político ameaça projetos bilionários. Candidatos democratas eleitos para cargos estratégicos fizeram da oposição aos data centers uma pauta central de suas campanhas. O governador Greg Abbott já havia suspendido a emissão de novas licenças em setembro.
Pesquisas de opinião revelam que a maioria dos eleitores enxerga riscos na inteligência artificial e se opõe à instalação de data centers próximos às suas residências. Grupos de defesa social destacam preocupações com o consumo de energia e o impacto ambiental das turbinas a gás que alimentam supercomputadores. O setor de tecnologia enfrenta agora um ambiente regulatório mais hostil e imprevisível.
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