Caged registra pior setembro para o emprego formal desde 2020
O mercado de trabalho brasileiro criou 121 mil vagas no mês, resultado abaixo das expectativas e com desaceleração em setores estratégicos.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados registrou a criação líquida de 121.305 postos de trabalho com carteira assinada em setembro. O desempenho representa o patamar mais baixo para o período desde a implementação da atual metodologia de acompanhamento. O número ficou aquém da projeção de 160,2 mil vagas aguardada pelo mercado.
O setor de serviços liderou as contratações com 81.241 postos, seguido pela indústria e construção civil. Em contrapartida, a agropecuária apresentou saldo negativo com o fechamento de 4.381 vagas. Especialistas apontam que o comércio e a indústria tiveram resultados inferiores aos padrões sazonais esperados para o período.
A desaceleração no ritmo de contratações reflete uma perda de tração na economia nacional. Consultorias revisaram para baixo as estimativas de geração de empregos para o fechamento de 2026, projetando agora um volume inferior à média dos últimos três anos.
Analistas destacam que, apesar da queda no volume de vagas, os salários nominais mantêm alta de 6% na variação interanual. Essa rigidez salarial permanece alinhada à inflação de serviços, mesmo com a redução na proporção de municípios que apresentaram saldo positivo de contratações no mês.
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