Fachin homologa delação de ex-dono da Reag no caso Master
Acordo de João Carlos Mansur envolve apurações sobre desvios de recursos e lavagem de dinheiro no Banco Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal validou o acordo de colaboração firmado entre o Ministério Público e João Carlos Mansur. O empresário fundou a Reag e é alvo de investigações que apuram movimentações financeiras suspeitas envolvendo o Banco Master.
As autoridades apuram o uso de fundos de investimento para o desvio de valores em benefício pessoal ou pagamento de propinas. O Banco Central detectou irregularidades em operações entre a gestora e a instituição financeira entre julho de 2023 e julho de 2024.
A delação detalha a estrutura de empresas e fundos utilizados para inflar patrimônios e realizar transferências para o exterior. O documento aponta nomes de operadores e possíveis conexões políticas ligadas ao esquema que resultou na liquidação extrajudicial do banco.
O caso tramita sob relatoria no Supremo e está temporariamente no gabinete da presidência da Corte. As investigações também abrangem suspeitas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, conectando o empresário a outras operações policiais recentes.
O desdobramento jurídico de investigações sobre instituições financeiras pode elevar a percepção de risco regulatório e afetar a confiança dos investidores no Ibovespa.
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