Braskem e credores falham em acordo sobre dívida e aporte em Nova York
Negociações sobre capitalização e conversão de débitos em ações travam e aumentam risco de recuperação judicial para a petroquímica
A Braskem terminou reuniões em Nova York sem chegar a um consenso com seus credores. O impasse envolve o volume de recursos a serem aportados pela Petrobras e a fatia da dívida que será trocada por participação acionária na companhia.
O prazo estipulado pelas partes para definir os termos da recuperação extrajudicial expirou na última sexta-feira. Foram necessárias três prorrogações anteriores sem sucesso. O limite legal para uma solução definitiva na esfera judicial encerra em 22 de novembro.
Os detentores de títulos no exterior exigem um aporte de 1,85 bilhão de dólares. A empresa ofereceu 1,7 bilhão de dólares com garantia da Petrobras. Os credores também divergem sobre a conversão de 2,3 bilhões de dólares em papéis, enquanto a companhia sugeriu converter 3,3 bilhões de dólares.
A Petrobras almeja manter a alavancagem entre 3,5 e 4 vezes após a reestruturação. A proposta dos credores, que reduz a conversão de dívida, dificulta o alcance dessa meta financeira. Caso o entendimento não ocorra, a empresa pode seguir para um processo de recuperação judicial.
A Braskem obteve apoio de 39,6% dos créditos em agosto para o plano extrajudicial. Para validar o processo junto aos demais credores, a companhia necessita de adesão superior a 50% dos valores em cada classe. O grupo de credores prepara uma nova contraproposta para retomar as conversas.
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