FCA propõe verificação rigorosa em carteiras digitais não custodiadas
Regulador britânico sugere que empresas de cripto adotem diligência reforçada em transferências vindas de carteiras pessoais
Regulação Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
A Financial Conduct Authority do Reino Unido apresentou uma consulta pública sobre novas diretrizes para o setor de criptoativos. O documento sugere que empresas realizem verificações mais intensas em transferências originadas de carteiras pessoais não custodiadas. O órgão classifica essa prática como uma medida adequada de controle contra crimes financeiros.
O texto da consulta, identificado como CP26/38, ficará aberto para comentários até dezembro de 2026. Embora as sugestões não possuam caráter vinculante, o regulador espera que as companhias considerem essas orientações ao estruturar seus sistemas de segurança. O descumprimento das recomendações não configura, por si só, uma infração às regras vigentes.
O regulador também criticou o uso de tecnologias de terceiros sem a devida transparência sobre os critérios de pontuação de risco. A entidade questionou a aplicação de regras rígidas de rastreamento que ignoram medidas proporcionais ao risco real de cada operação. As empresas permanecem responsáveis pela conformidade, mesmo quando utilizam serviços de fornecedores externos.
Essas propostas buscam alinhar as operações de criptoativos às expectativas de fiscalização já estabelecidas no mercado financeiro britânico. O órgão afirmou que as mudanças visam esclarecer práticas existentes sem elevar os custos operacionais ou alterar os produtos oferecidos aos consumidores. A medida reflete um esforço global para aumentar o monitoramento de fluxos financeiros em ativos digitais.
O aumento do escrutínio regulatório sobre carteiras privadas eleva a percepção de risco para transações descentralizadas e pode pressionar o custo de conformidade para empresas que operam com Bitcoin e outros ativos no Reino Unido.
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