Kraken encerra questionamentos sobre uso de Monero
Corretora admite que exigências sobre destino de fundos eram injustificadas, mas mantém limite de saque mensal de US$ 1,5 mil
Regulação Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
A corretora Kraken cancelou exigências de informações sobre o uso de Monero feitas aos seus clientes. O co-CEO Arjun Sethi reconheceu que os pedidos sobre planos de gastos e empregadores não possuíam base regulatória. A empresa confirmou que os usuários afetados não precisam mais responder aos questionamentos enviados anteriormente.
A decisão ocorreu após críticas sobre a forma como a plataforma tratava usuários de ativos focados em privacidade. O executivo afirmou que questionar o destino do dinheiro após o saque da corretora é inaceitável. A empresa mantém, contudo, a política de verificar a origem dos fundos para cumprir normas contra lavagem de dinheiro.
Mesmo com o recuo nas perguntas, a Kraken mantém um limite de saque de 1,5 mil dólares a cada 30 dias para pessoas físicas. A corretora continua autorizada a solicitar extratos bancários e registros de investimentos durante revisões de rotina. Essas medidas fazem parte dos controles internos para monitorar transações consideradas incomuns.
O caso destaca o desafio das corretoras em aplicar controles internos sobre moedas de privacidade. A gestão da Kraken enfatizou que a idade ou a posição financeira de um cliente não devem ser usadas como critérios automáticos para suspeitas. A empresa busca equilibrar as obrigações legais com a experiência do usuário em sua plataforma.
A postura da corretora em relação a ativos de privacidade afeta a liquidez e a percepção de risco regulatório para investidores de moedas focadas em anonimato. Mudanças nas políticas de conformidade podem influenciar a volatilidade do Bitcoin e de outros ativos digitais ao alterar o acesso dos usuários aos mercados centralizados.
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