Acionista da Circle processa Trump por negócios de cripto nos Emirados
Ação judicial aponta que transações com stablecoins teriam desviado lucros da Circle e violado cláusulas constitucionais sobre emolumentos
Regulação Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
Um acionista da Circle abriu um processo contra o presidente Donald Trump em um tribunal federal de Washington. A denúncia alega que acordos de criptoativos ligados aos Emirados Árabes Unidos enriqueceram a família do mandatário. O autor da ação possui 10 mil ações da emissora da stablecoin USDC.
O processo questiona um investimento de 500 milhões de dólares na World Liberty Financial. Segundo o documento, 187 milhões de dólares do pagamento inicial foram destinados a entidades ligadas a Trump. O montante total teria violado restrições constitucionais sobre o recebimento de benefícios de governos estrangeiros.
A petição cita ainda uma transação de 2 bilhões de dólares envolvendo a stablecoin USD1. O acionista argumenta que esses negócios desviaram receitas lucrativas que seriam da Circle. O valor anual potencial dessas operações é estimado em até 82 milhões de dólares.
A denúncia detalha que a empresa Aryam, ligada a um conselheiro de segurança nacional dos Emirados, adquiriu participação na World Liberty. Executivos conectados a essa rede ocuparam assentos no conselho antes do lançamento do token USD1. O autor da ação afirma que o Congresso não autorizou tais pagamentos.
O caso levanta questões sobre a influência de fluxos financeiros globais em ativos digitais e a governança de projetos ligados a figuras políticas. A disputa judicial coloca sob escrutínio a relação entre a emissão de stablecoins e transações internacionais de grande escala.
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