Economistas duvidam de alta nos juros do Banco da Inglaterra
Mercado financeiro projeta taxa de 4,75% até o próximo verão, mas especialistas apontam cenário de estabilidade ou cortes futuros
Macroeconomia Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
Analistas do mercado financeiro britânico questionam a previsão de que o Banco da Inglaterra elevará as taxas de juros para 4,75% até o verão do próximo ano. As expectativas atuais dos investidores sugerem pelo menos quatro aumentos na taxa básica, que hoje está em 3,75%. Alguns cálculos de mercado chegam a prever um patamar de 5% até o final de 2027.
Especialistas de instituições como o ING e o Deutsche Bank consideram esse ciclo de aperto monetário improvável. A justificativa é a ausência de evidências de que o custo da energia esteja pressionando outros preços de forma generalizada. A visão predominante entre economistas é de que o Banco da Inglaterra pode encerrar o ciclo de alta em breve.
Existe a possibilidade de que a autoridade monetária comece a reduzir as taxas ainda no final do próximo ano. O cenário atual de precificação nos mercados de derivativos reflete um otimismo excessivo com o aperto, segundo fontes do setor. Muitos analistas acreditam que o mercado está reagindo de forma mecânica às oscilações dos preços do petróleo.
A correlação entre o valor do barril de petróleo e as expectativas de juros cresceu desde o início dos conflitos no Oriente Médio. Traders evitam apostar contra essa tendência para evitar prejuízos imediatos com a volatilidade dos ativos. A incerteza sobre o fornecimento de energia durante o inverno mantém a cautela dos investidores profissionais.
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