GPA registra prejuízo de R$ 731 milhões no terceiro trimestre
Resultado consolidado reflete provisões judiciais e queda nas receitas em meio ao processo de recuperação extrajudicial
O GPA apresentou um prejuízo líquido consolidado de R$ 731 milhões entre julho e setembro deste ano. O resultado reverte o lucro de R$ 134 milhões obtido no mesmo período do ano anterior.
Nas operações continuadas, o prejuízo atingiu R$ 220 milhões. O desempenho foi impactado pela ausência de créditos tributários que favoreceram o balanço de 2025.
As operações descontinuadas geraram um prejuízo de R$ 511 milhões. Esse valor inclui uma provisão de R$ 467 milhões relacionada a um processo de arbitragem com a Casas Bahia.
A receita líquida da companhia recuou 9,6% na comparação anual, totalizando R$ 4,12 bilhões. A empresa justificou a queda pela estratégia de priorizar a rentabilidade e pela descontinuidade de determinados negócios.
O Ebitda ajustado consolidado subiu 16,9% e alcançou R$ 482 milhões. A margem bruta da rede avançou para 30,7% com a redução de despesas operacionais e ganhos de eficiência logística.
A dívida líquida do grupo encerrou setembro em R$ 3,8 bilhões. A gestão aposta na homologação da recuperação extrajudicial para reduzir o endividamento e estabilizar a operação.
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