Conflito no Iêmen gera 290 mil deslocados e eleva tensão regional
Escalada militar afeta infraestrutura e coloca segurança energética sob pressão após ataques com drones na Arábia Saudita
Geopolítica Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
O agravamento dos combates no Iêmen forçou o deslocamento de 290 mil pessoas desde agosto. O escritório humanitário da Organização das Nações Unidas aponta que a situação é crítica para milhares de mulheres grávidas em áreas de conflito.
A instabilidade ocorre entre forças do governo e rebeldes Houthis. A disputa se intensificou em Taiz e regiões costeiras com milhares de mortes confirmadas. Serviços essenciais foram interrompidos enquanto os preços de alimentos e combustíveis sobem rapidamente.
A tensão se expandiu para além das fronteiras iemenitas. A coalizão liderada pela Arábia Saudita relatou a interceptação de drones em Riad e perto de cidades como Meca e Medina. O grupo Houthi nega as ações contra o território saudita apesar de assumir ataques anteriores contra infraestruturas de petróleo.
O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita discutiu o cenário com representantes dos Estados Unidos e da Rússia durante o G20. O objetivo foi coordenar respostas diante da deterioração da segurança na região. A instabilidade em zonas de produção de energia e rotas logísticas globais pode aumentar a aversão ao risco nos mercados financeiros. Esse cenário de incerteza geopolítica tende a fortalecer a busca por ativos de reserva e pressionar a cotação do dólar frente a moedas emergentes.
Viu um erro? Escreva para suporte@criptoico.com.br.
Mais de Geopolítica
-
Foto oficial do G20 é cancelada após protestos contra ministro russo
Diplomatas europeus recusaram posar ao lado de Sergei Lavrov em Atlanta
Geopolítica
-
Nações fecham acordo global para frear perda de biodiversidade
Delegados de quase 200 países definiram novo plano de ação, mas o financiamento das metas ambientais segue como principal impasse
Geopolítica
-
ONU encerra missão política na Somália após três décadas
Governo somali solicitou a saída da entidade e classificou o fim das operações como uma vitória para a soberania nacional
Geopolítica