ONU encerra missão política na Somália após três décadas
Governo somali solicitou a saída da entidade e classificou o fim das operações como uma vitória para a soberania nacional
Geopolítica Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
A Organização das Nações Unidas encerrou oficialmente sua missão política na Somália neste final de semana. A decisão marca o fim de trinta anos de presença direta da entidade no processo de reconstrução do país após a guerra civil.
O governo somali solicitou a retirada dos representantes internacionais ainda em 2024. O vice-primeiro-ministro Saleh Ahmed Jama declarou que o país deixa para trás a era de transição política. A transferência de responsabilidades para instituições locais ocorreu conforme um cronograma estabelecido entre as partes.
Apesar do encerramento, o país enfrenta desafios de segurança e divisões políticas internas. Grupos de oposição contestam mudanças constitucionais recentes e a permanência do atual governo no poder. O grupo armado al-Shabab mantém ataques contra forças governamentais em diversas regiões.
Agências humanitárias da ONU continuam no território, mas sofrem com cortes severos de verbas internacionais. O fechamento de unidades de saúde e nutrição reflete a queda no apoio financeiro externo. A logística das tropas da União Africana também depende de suporte da ONU que possui prazo para expirar em 2027.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, reconheceu os avanços somalis, mas pediu que a comunidade internacional mantenha o suporte. Não existe um substituto definido para o papel de mediação política que a missão desempenhava entre líderes rivais.
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