Síria avalia adesão ao pacto de defesa de Meca
Governo sírio estuda integrar aliança militar que já reúne Arábia Saudita, Turquia e Paquistão para reforçar a segurança regional
Geopolítica Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
O governo da Síria analisa a possibilidade de ingressar no pacto de defesa mútua formado por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Asaad al-Shaibani, durante a conferência Manama Dialogue, realizada no Bahrein.
O chamado Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi firmado em agosto. O tratado estabelece que um ataque contra qualquer um dos países membros é considerado uma agressão contra todos os integrantes do grupo. A estrutura de cooperação militar é comparada à aliança da OTAN.
A Arábia Saudita busca fortalecer sua segurança diante dos ataques realizados pelos houthis no Iêmen. O governo sírio, liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa, mantém laços estreitos com Riad. O chanceler sírio afirmou que o país é parte integrante da segurança regional e apoia mecanismos de dissuasão conjunta.
Autoridades da Turquia ressaltaram que a ratificação do pacto segue em curso. O governo turco já esclareceu que o compromisso militar não envolve o envio de tropas para combater diretamente no Iêmen. A Síria também defende a restauração da soberania do governo iemenita reconhecido internacionalmente.
O ministro sírio criticou ataques frequentes realizados por Israel contra o território da Síria nos últimos dois anos. Ele questionou a viabilidade de controles de armas enquanto a soberania do país sofre violações constantes. O governo de Damasco busca apoio para garantir a estabilidade diante dos conflitos atuais.
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