Promessa de redução nos preços de energia de Trump não se concretiza
Gasolina, diesel e combustível de aviação atingem patamares recordes de preço em dia de eleição
Geopolítica Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
O presidente Donald Trump prometeu reduzir os custos da gasolina para menos de dois dólares por galão durante seu primeiro ano de mandato. A meta era cortar os preços da energia pela metade em doze meses. Contudo, os valores atuais superam as projeções iniciais e geram pressão sobre o custo de vida.
Dados indicam que a gasolina e o diesel alcançaram os maiores preços já registrados para um dia de eleição. A média nacional da gasolina atingiu quatro dólares e vinte centavos por galão. O diesel, essencial para o transporte e a agricultura, subiu cerca de setenta por cento no último ano.
A escalada dos preços ocorre em meio a conflitos geopolíticos intensos no Oriente Médio. O ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro provocou retaliações no Estreito de Ormuz. Essa instabilidade prejudicou o fluxo global de petróleo e elevou os custos dos combustíveis.
Outros fatores agravam a crise energética global. Ataques de rebeldes houthis contra refinarias na Arábia Saudita e investidas da Ucrânia contra instalações russas limitam a oferta. A administração atual defende que o cenário é um custo necessário para impedir o avanço nuclear iraniano.
O mercado financeiro observa a inflação energética como um fator de risco para a estabilidade econômica global. A persistência de preços elevados em combustíveis pode fortalecer a busca por ativos de reserva de valor e influenciar a volatilidade do dólar frente a moedas emergentes.
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