Taxas do Tesouro Direto atingem pico pós-eleições antes do Copom
Juros sobem em todos os vencimentos enquanto mercado reage a propostas econômicas e aguarda decisão sobre a Selic
As taxas dos títulos públicos brasileiros registraram forte alta nesta terça-feira. O movimento ocorre no retorno do feriado de Finados e marca o início da reunião do Comitê de Política Monetária. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 atingiu 15,50% ao ano. Este patamar supera o recorde registrado logo após o segundo turno das eleições presidenciais.
Os títulos atrelados à inflação também acompanharam a trajetória de elevação. O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a oferecer retorno superior a 8% acima da variação de preços. As altas nos papéis atrelados à inflação variaram entre 14 e 16 pontos-base, enquanto os prefixados registraram avanços entre 23 e 28 pontos-base. O mercado demonstra cautela com as incertezas sobre a condução da política econômica para o próximo mandato.
O cenário de tensão é alimentado por declarações sobre a redução da taxa Selic. Membros da equipe de transição sugeriram um corte para 7,5% ao ano em um período de 12 meses. Economistas alertam para os riscos dessa medida sem o devido suporte nas expectativas de inflação e na trajetória das contas públicas. O Ministério da Fazenda negou que exista qualquer discussão sobre tabelamento de juros no momento.
O Boletim Focus elevou a projeção para a Selic ao final de 2026 para 13,50%. A estimativa para a cotação do dólar também subiu para R$ 5,34. Investidores aguardam a decisão do Copom sobre a manutenção da taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano. O resultado será divulgado na quarta-feira.
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