Projeções para o PIB brasileiro caem por incerteza no ajuste fiscal
Analistas revisam crescimento para baixo diante da manutenção de juros altos e da falta de controle nas contas públicas
Analistas financeiros reduziram as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro. A mudança ocorre devido à percepção de que o ajuste fiscal necessário não será realizado. O cenário de incerteza econômica ganhou força após os resultados do segundo turno das eleições presidenciais.
O Itaú Unibanco alterou sua projeção de crescimento para 1,6% neste ano. Para 2027, a estimativa caiu de 1,2% para 0,5%. A equipe econômica do banco aponta que a manutenção de juros elevados por um período prolongado deve restringir o consumo e os investimentos das famílias.
A inflação projetada para o final do próximo ano está em 6,1%. Esse patamar de preços exige que a taxa Selic permaneça em patamares restritivos para conter a desvalorização do poder de compra. O endividamento das famílias brasileiras também limita a capacidade de expansão da demanda doméstica.
O banco ABC Brasil também revisou suas projeções para baixo. A instituição agora espera um crescimento de 1,7% para 2027. O menor impulso fiscal e as condições financeiras mais apertadas são os principais fatores citados para a redução das estimativas de longo prazo.
A ausência de medidas fiscais concretas elevou os prêmios de risco no mercado doméstico. Esse movimento gerou pressão sobre os ativos locais e aumentou a volatilidade cambial. O cenário atual reflete a cautela dos investidores com a trajetória da dívida pública e a política monetária.
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