Justiça barra ameaças do governo Trump a autoridades eleitorais
Decisão judicial impede o Departamento de Justiça de exigir o bloqueio de votos sob alegação de irregularidades com cidadania
Uma juíza federal da Califórnia determinou que o governo interrompa ameaças de processos criminais contra autoridades eleitorais locais. O Departamento de Justiça exigia que funcionários estaduais separassem ou invalidassem votos de pessoas suspeitas de não serem cidadãs americanas.
A ordem judicial surge após o envio de cartas e visitas de agentes armados a cartórios eleitorais. O governo federal pressionava por ações contra cerca de 20 mil eleitores registrados na Califórnia. Funcionários locais afirmaram que não poderiam cumprir as exigências por violarem leis estaduais e federais vigentes.
A magistrada Trina Thompson destacou que as ações do governo interferem na administração das eleições e podem excluir eleitores legais do processo. O tribunal considerou que as medidas causariam caos no pleito. O governo também tentou aplicar restrições semelhantes no estado de Washington.
O governo Trump criticou a decisão judicial e manteve suas alegações sobre fraudes eleitorais. O Departamento de Justiça chegou a emitir intimações de um grande júri federal contra servidores responsáveis pelo processamento das cédulas. Grupos de direitos civis entraram com ações para proteger o trabalho dos funcionários eleitorais.
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