Banco Central do Japão acelera venda de ETFs de ações
Instituição reduz prazo estimado de saída do mercado de 112 para 43 anos com nova estratégia de desinvestimento
Macroeconomia Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
O Banco do Japão decidiu acelerar em 2,6 vezes o ritmo de venda de seus fundos negociados em bolsa. A medida reduz o tempo necessário para liquidar a carteira de 112 para 43 anos. A decisão visa encerrar um longo ciclo de estímulos sem causar instabilidade nos preços dos ativos.
A estratégia de desinvestimento começará oficialmente em janeiro de 2027. O banco central busca desfazer anos de compras de ativos feitas para sustentar a economia. A instituição pretende retirar sua influência do mercado acionário gradualmente.
O programa de compra de ETFs começou em 2010 para combater a deflação e estimular o investimento privado. Na época, a autoridade monetária buscava reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores. O banco central passou a deter participações amplas em diversas empresas listadas.
Ao contrário de títulos de dívida, os ETFs de ações não possuem data de vencimento para o reembolso do principal. Por isso, a saída exige uma venda constante de ativos no mercado secundário. O banco central encerrou as novas aquisições em março de 2024, mas manteve o estoque acumulado.
A gestão desses ativos envolve desafios sobre a alocação de recursos e possíveis perdas financeiras. O Banco do Japão agora transfere a exposição ao risco para compradores privados. O processo reflete a complexidade de encerrar experimentos de política monetária não convencionais.
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