Estudo aponta spreads maiores fora de agregadores na rede Solana
Pesquisa revela que rotas diretas em pools de liquidez proprietários podem resultar em custos de execução menos vantajosos para o usuário.
Um estudo recente analisou o comportamento de negociações na rede Solana entre setembro de 2025 e agosto de 2026. A pesquisa focou em mercados automatizados proprietários conhecidos como propAMMs. O objetivo foi comparar os custos de execução entre ordens enviadas por agregadores e aquelas feitas por rotas diretas.
Os dados indicaram spreads de ida e volta mais amplos em cinco das seis plataformas de liquidez avaliadas quando o usuário não utiliza um agregador. O acesso ao mesmo pool de ativos não garante condições de negociação equivalentes. A forma como a ordem chega ao destino é um fator determinante para o custo final da transação.
Os pesquisadores Ozan Solmaz, Lioba Heimbach e Jason Milionis utilizaram pares de ordens consecutivas em lados opostos do mesmo pool para medir os spreads. O método garantiu que as comparações ocorressem sob condições de mercado similares e tamanhos de lote equivalentes. A análise excluiu casos com atualizações de cotação entre as execuções.
O resultado destaca a importância da infraestrutura de roteamento no ecossistema de finanças descentralizadas. Enquanto agregadores buscam liquidez em diversos locais para otimizar a troca, os pools proprietários permitem que um único operador controle as cotações diretamente. Essa diferença estrutural impacta diretamente a eficiência da execução para quem opera ativos digitais.
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