EUA, Rússia e China disputam instalação de reatores nucleares na Lua
Potências buscam energia para bases e mineração lunar até a próxima década
Tecnologia Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
Estados Unidos, Rússia e China iniciaram uma corrida tecnológica para instalar reatores nucleares na superfície lunar. O objetivo central é fornecer energia contínua para futuras bases e operações de mineração de água congelada em crateras. Esse recurso seria fundamental para a produção de combustível de foguetes e suprimentos básicos de sobrevivência.
A NASA planeja desenvolver seu reator até o final de 2030 com capacidade de 20 quilowatts. O equipamento terá autonomia de cinco anos sem necessidade de manutenção e ocupará um espaço reduzido dentro de foguetes. Já a parceria entre Rússia e China prevê o projeto Selena para 2036.
O reator russo terá capacidade de 10 quilowatts e promete operar por uma década sem intervenção humana. O design foca em um peso reduzido para facilitar o pouso suave no solo lunar. O projeto visa sustentar uma base liderada pelos chineses durante missões de longa duração.
O uso de energia nuclear no espaço não é inédito. A União Soviética utilizou mais de 30 reatores de fissão em órbita terrestre entre as décadas de 1960 e 1980 para alimentar satélites espiões. Os Estados Unidos investiram 20 bilhões de dólares em programas nucleares espaciais nas últimas sete décadas, mas não lançaram reatores com sucesso desde 1965.
Especialistas alertam para os riscos de contaminação radioativa em caso de falhas nos equipamentos. O histórico de projetos americanos mostra que mudanças orçamentárias podem interromper o desenvolvimento dessas tecnologias complexas. A viabilidade econômica dessas missões depende da eficiência energética desses novos sistemas.
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