Ryanair projeta corte de custos diante de alta no preço do combustível
Companhia aérea prevê aumento de 2 bilhões de euros nos gastos com querosene e estuda congelamento salarial para enfrentar o cenário.
A Ryanair reportou uma queda de 15% em seu lucro líquido no primeiro semestre do ano fiscal, totalizando 2,15 bilhões de euros. O resultado foi pressionado pela elevação nos preços do combustível de aviação e pela redução nas tarifas médias, apesar do crescimento no volume de passageiros.
A companhia estima um aumento de 2 bilhões de euros em sua conta de combustível para o próximo ano. O cenário é agravado pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que restringiu a oferta global de produtos refinados e elevou os preços do barril de petróleo.
Para mitigar o impacto financeiro, a empresa iniciou uma revisão de custos que inclui a possibilidade de congelamento temporário de salários. A estratégia também prevê o uso de inteligência artificial em funções administrativas e de suporte para aumentar a eficiência operacional.
O CEO Michael O'Leary alertou que as passagens aéreas na Europa podem sofrer aumentos de dois dígitos em 2027. A empresa já reduziu sua meta de tráfego anual para 214 milhões de passageiros, buscando diminuir a exposição à compra de combustível sem proteção de preço.
Embora a companhia tenha protegido 80% de seu consumo de combustível a 67 dólares por barril, a parcela restante está sujeita à volatilidade do mercado. O custo do querosene não protegido dobrou, forçando a empresa a repassar parte dessa despesa aos consumidores finais.
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