Ações da Boeing caem 9% após revisão na produção do 737 Max
Fabricante projeta aumento relevante na fabricação do modelo apenas para o segundo semestre de 2027
Mercados globais Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
As ações da Boeing recuaram 9% nesta terça-feira. A empresa informou que não pretende elevar significativamente a produção do modelo 737 Max antes do final de 2027. O ritmo atual de fabricação é de 47 unidades mensais.
O CEO Kelly Ortberg afirmou que a meta é atingir 52 aviões por mês apenas no segundo semestre de 2027. O atraso ocorre devido a dificuldades no ritmo de produção das asas. A empresa prioriza a estabilização dos processos produtivos antes de acelerar a entrega das aeronaves.
No terceiro trimestre, a Boeing registrou um prejuízo líquido de 116 milhões de dólares. O resultado foi melhor do que o prejuízo de 5,34 bilhões de dólares reportado no mesmo período do ano anterior. A unidade de defesa teve um desempenho positivo com alta de 15% na receita.
A receita total da companhia subiu 4% e alcançou 24,19 bilhões de dólares. O fluxo de caixa livre também apresentou crescimento em comparação com o ano passado. A entrega de aeronaves comerciais permanece como o principal pilar para a recuperação financeira da fabricante.
O setor de aviação comercial enfrentou uma queda de 3% na receita e margem operacional negativa de 6,5%. A empresa citou custos mais altos na cadeia de suprimentos e ajustes nas projeções de produção. A prioridade atual segue focada em melhorias de eficiência e qualidade interna.
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