Regulador bancário dos EUA lança diretrizes para uso de inteligência artificial
Normas focam em riscos operacionais e controle de agentes autônomos externos que acessam contas de clientes
O Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos publicou seu primeiro guia de supervisão para o uso de inteligência artificial no setor bancário. O documento orienta examinadores a priorizar os danos potenciais causados por falhas em vez de focar apenas na sofisticação técnica dos modelos.
A medida surge após grandes instituições financeiras relatarem a presença de agentes autônomos não autorizados operando dentro de contas de clientes. Bancos como JPMorgan, Bank of America e Citi restringiram o acesso de softwares externos para evitar ações que extrapolassem as instruções dos usuários.
O regulador alerta que agentes operados por empresas de tecnologia ou terceiros criam riscos significativos mesmo quando o banco não controla o sistema. As diretrizes sugerem que os examinadores avaliem medidas como verificação de identidade e limites de transações.
O framework classifica os sistemas em quatro níveis de risco. Ferramentas de produtividade interna ocupam a categoria mais baixa, enquanto agentes de pagamento totalmente autônomos e sistemas de crédito em tempo real estão no topo da escala de perigo.
Sistemas de alto risco podem exigir testes independentes e aprovação humana obrigatória antes de realizar ações concretas. O objetivo é permitir o uso de assistentes financeiros sem conceder autonomia ilimitada sobre o dinheiro dos correntistas.
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