Receita de mineração da IREN cai 58% enquanto IA atinge US$ 200 milhões
Empresa adia meta de receita anual de US$ 4 bilhões para 2027 devido a pedidos de infraestrutura da Microsoft.
A IREN registrou uma queda de 58% em sua receita proveniente da mineração de bitcoin no último período. O desempenho reflete a mudança estratégica da companhia para o setor de computação em nuvem voltada à inteligência artificial. A receita deste segmento de IA mais do que dobrou e alcançou a marca de US$ 200 milhões.
A meta de atingir US$ 4 bilhões em receita recorrente anual foi postergada de 2026 para o início de 2027. A alteração ocorreu por um pedido da Microsoft para reconfigurar e atualizar a infraestrutura de rede. O objetivo é permitir que 200 megawatts de capacidade atendam a modelos de IA de última geração.
O prejuízo líquido da empresa diminuiu para US$ 263 milhões frente aos US$ 684 milhões registrados no período anterior. A receita total da companhia subiu 66% na comparação trimestral e atingiu US$ 228 milhões. O valor superou a estimativa média de analistas que projetavam US$ 221 milhões.
A empresa planeja investir US$ 15 bilhões em despesas de capital até o final do ano fiscal. O backlog de receita aumentou 22% e chegou a US$ 20,3 bilhões. Cerca de dois terços desse montante possuem contrapartes com grau de investimento.
O mercado observa com cautela o setor de infraestrutura de IA diante da seletividade crescente dos investidores. A preocupação gira em torno da capacidade de empresas que consomem muito caixa honrarem dívidas em um cenário de juros elevados. A transição da IREN para o foco em IA deve ser concluída em dezembro.
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