Moonshot AI busca chips Blackwell da Nvidia em data centers europeus
Laboratório chinês tenta contornar restrições de exportação dos EUA alugando capacidade de processamento em nuvem na Europa
O laboratório chinês Moonshot AI iniciou negociações para alugar capacidade de processamento em data centers localizados na Europa. O objetivo da empresa é acessar os avançados chips Blackwell da Nvidia para treinar e operar seus modelos de inteligência artificial.
As restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos impedem a venda direta desses componentes de alto desempenho para a China. O governo americano busca manter sua vantagem tecnológica no setor de inteligência artificial frente aos desenvolvedores chineses.
A estratégia da Moonshot envolve o uso de serviços de nuvem operados por empresas estrangeiras que possuem os chips em território europeu. Essa prática explora uma lacuna na legislação americana, que ainda não regula de forma ampla o acesso remoto a hardware por meio de serviços de nuvem no exterior.
Relatos indicam que a empresa buscou acordos para utilizar clusters com milhares de unidades de processamento gráfico Blackwell. O laboratório chinês tem demonstrado uma postura agressiva na busca por poder computacional para sustentar seus modelos da família Kimi.
A Casa Branca já havia monitorado anteriormente o acesso remoto da Moonshot a chips da Nvidia por meio de instalações na Tailândia. O caso reforça o desafio das autoridades americanas em controlar o fluxo de tecnologia sensível em um mercado globalizado.
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