Malásia se torna centro estratégico para data centers de IA
País atrai investimentos bilionários de empresas chinesas e americanas para infraestrutura de processamento de dados
A Malásia emergiu como um polo global para a inteligência artificial. Gigantes tecnológicas da China e dos Estados Unidos estão construindo grandes centros de dados no estado de Johor. O local antes abrigava plantações de óleo de palma e abacaxi.
Empresas chinesas como a ByteDance utilizam essa infraestrutura para acessar chips avançados da Nvidia. Essas peças possuem restrições de exportação impostas por Washington para o território chinês. A localização na Malásia permite contornar tais limitações geográficas.
O país oferece terrenos com preços baixos e energia acessível para as companhias. A proximidade com cabos submarinos que conectam a China ao mundo também favorece o fluxo de dados. O governo local optou por receber investimentos de ambos os lados da disputa tecnológica.
O impacto na infraestrutura local é expressivo. Atualmente existem 65 projetos de data centers em diferentes estágios de execução. O consumo de eletricidade já alcançou 2 gigawatts e pode chegar a 10 gigawatts com a conclusão das obras planejadas.
A expansão acelerada gera preocupações sobre o uso de recursos hídricos e elétricos na região. Autoridades americanas monitoram de perto o acesso chinês aos semicondutores de alto desempenho instalados no país. A Malásia consolida uma posição central na cadeia global de processamento.
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