Rússia utiliza bombas de fragmentação em meio a impasse territorial
Ucrânia neutraliza ganhos russos de 2024 enquanto perdas militares de Moscou atingem novos recordes mensais
Geopolítica Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
A Rússia lançou ataques com bombas de fragmentação contra instalações de energia na Ucrânia. A ofensiva ocorre no momento em que o governo ucraniano consolida suas linhas de defesa e recupera territórios perdidos anteriormente. O presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que as forças ucranianas libertaram mais áreas desde o outono do que o exército russo conseguiu conquistar durante todo o ano.
Dados de monitoramento indicam que a Ucrânia obteve um ganho líquido de 241 quilômetros quadrados desde setembro. Esse movimento anulou efetivamente os avanços territoriais russos registrados ao longo de 2024. A operação ucraniana, denominada Vivaldi, impediu um movimento de pinça russo na região de Donetsk.
O custo humano para a Rússia apresentou um aumento acentuado nos últimos meses. As estimativas ucranianas apontam para mais de 350 mil baixas russas desde o início do ano. Em outubro, o ritmo de perdas diárias atingiu um novo recorde, refletindo uma queda na eficácia das forças de Moscou no campo de batalha.
O general Andriy Biletskyi relatou a eliminação de uma cabeça de ponte russa no rio Zherebets. Essa manobra permitiu a concentração de poder de fogo e a estabilização da defesa ucraniana. A Rússia agora enfrenta a opção de realizar assaltos frontais contra cidades fortificadas como Kramatorsk e Sloviansk.
O cenário de intensificação do conflito e o uso de armamentos proibidos impactam a percepção de risco nos mercados globais. A instabilidade geopolítica prolongada tende a pressionar o dólar como reserva de valor e influencia a volatilidade de ativos de risco como o Bitcoin.
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