Confiança do consumidor no Reino Unido tem queda recorde
Índice recua 11 pontos em outubro devido ao aumento do custo de vida e tensões geopolíticas no Oriente Médio
Macroeconomia Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
A confiança do consumidor britânico registrou em outubro a maior queda mensal desde o referendo do Brexit em 2016, excetuando-se o período da pandemia de Covid-19. O índice da GfK recuou 11 pontos e atingiu o patamar de -24. O resultado reflete o impacto direto do aumento do custo de vida sobre as famílias.
O cenário de instabilidade no Oriente Médio agravou as pressões inflacionárias internas. O custo de combustíveis subiu e as contas de energia pressionam o orçamento doméstico antes do inverno. A inflação local alcançou 3,5% conforme dados recentes.
O governo britânico enfrenta o desafio de preparar um novo orçamento sob forte pressão social. Nos últimos cinco anos, o custo adicional para as famílias com hipotecas e serviços básicos chegou a 14 mil libras em média. O chanceler prometeu medidas para aliviar o cenário atual.
O índice da GfK é monitorado pelo Banco da Inglaterra como um termômetro da atividade econômica. A queda atual interrompe o otimismo observado durante o verão britânico. O mercado observa com cautela os desdobramentos dessa retração no consumo.
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