Israel intensifica demolições de residências na Cisjordânia e Gaza
Operações militares em Hebron e outras regiões geram milhares de deslocados e destroem infraestrutura habitacional
Geopolítica Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
As forças militares de Israel ampliaram a demolição de residências em Hebron e outras áreas da Cisjordânia. Moradores relatam ordens de despejo repentinas durante a madrugada com a ocupação de imóveis transformados em postos militares. O cerco na região de Hebron afeta cerca de 800 mil pessoas após incidentes em postos de controle.
Dados da agência da ONU para refugiados apontam que quase 5 mil palestinos foram deslocados em apenas uma semana. A organização classifica as medidas como punição coletiva que viola o direito internacional. O cenário atual reflete uma tendência de aumento nas demolições iniciada em 2009 e acelerada drasticamente desde 2024.
O sistema de licenciamento de construções imposto pelas autoridades israelenses dificulta a regularização de imóveis. Estruturas sem permissão oficial tornam-se alvos frequentes de destruição. Em Masafer Yatta, cerca de 400 estruturas foram derrubadas nos últimos 15 anos com metade das ações ocorrendo desde janeiro de 2025.
Operações militares anteriores já haviam esvaziado campos de refugiados em Jenin e Tulkarem. Mais de 34 mil pessoas permanecem deslocadas após a destruição de metade dos edifícios residenciais nessas localidades. Relatórios da ONU indicam que a média mensal de demolições em 2024 dobrou em comparação aos 15 anos anteriores.
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