Eleições nos EUA ocorrem sob temor de contestação de resultados
País renova Câmara e parte do Senado com receio de que o governo questione a lisura do pleito em caso de derrota
Os eleitores norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira para renovar a Câmara dos Deputados e um terço do Senado. O clima no país é de apreensão devido ao receio de que o presidente Donald Trump e sua ala mais radical rejeitem os resultados caso sejam derrotados.
A Geórgia permanece como um ponto central de atenção. O secretário de Estado, Brad Raffensperger, reforçou a segurança do processo eleitoral local com exigências de documentos e cédulas de papel após sofrer pressões diretas do governo em 2020.
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um recurso do Departamento de Justiça que buscava anular 20 mil votos na Califórnia. O governo alegava que os eleitores seriam estrangeiros inscritos ilegalmente, mas o tribunal negou a liminar de emergência sem apresentar explicações.
O Partido Republicano enfrenta dificuldades nas pesquisas e corre o risco de perder o controle da Câmara. A batalha pelo Senado também segue sem um favorito claro, o que intensifica a disputa política e os embates jurídicos em estados estratégicos.
Autoridades eleitorais afirmam estar preparadas para responder a possíveis questionamentos sobre a contagem dos votos. O processo de votação segue as regras estaduais, com sistemas de fiscalização que visam garantir a integridade da escolha dos cidadãos.
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