Eleições nos EUA e tensões no Oriente Médio pressionam Ásia-Pacífico
Países da região buscam mudanças na política comercial e energética americana após impactos da guerra contra o Irã
Governos e empresas na região da Ásia-Pacífico acompanham com atenção as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A expectativa por alterações na política externa de Donald Trump cresce diante dos impactos severos causados pela guerra contra o Irã e pelas tarifas comerciais impostas pelo governo americano.
O conflito gerou um choque energético significativo após o fechamento do Estreito de Ormuz. As Filipinas enfrentam uma emergência nacional de energia desde março por dependerem do petróleo do Golfo. Outras nações como Tailândia, Vietnã, Indonésia e Malásia elevaram gastos com subsídios para proteger consumidores do aumento dos combustíveis.
Especialistas avaliam que uma eventual vitória democrata no Congresso americano trará poucas mudanças práticas na condução do conflito. O controle legislativo deve resultar apenas em investigações e audiências de supervisão sobre as ações do Executivo. O presidente mantém a posição de que os ataques ao Irã ocorrem sob o argumento de autodefesa.
Em paralelo, o setor de tecnologia financeira busca expansão na região. A WeBank Technology Services, unidade da gigante chinesa Tencent, registrou receitas milionárias no último ano. A empresa foca na demanda por infraestrutura de bancos digitais em países que integram a iniciativa Cinturão e Rota da China.
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