Coreia do Sul pressiona corretoras por maior segurança em ativos
Regulador exige aumento no armazenamento a frio após ataque de 6,3 bilhões de dólares à Binance
A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul convocou uma reunião de emergência com órgãos reguladores e plataformas de ativos digitais. O encontro ocorreu após um ataque cibernético resultar no desvio de 6,3 bilhões de dólares de carteiras conectadas à internet da Binance.
Atualmente, a legislação sul-coreana exige que as corretoras mantenham pelo menos 80% dos ativos dos clientes em carteiras offline. O governo agora pressiona para que esse percentual seja ampliado como medida preventiva contra invasões externas.
Dados do Serviço de Supervisão Financeira mostram que a Upbit detém 99,17% de seus ativos em armazenamento a frio. Bithumb, Coinone, Digital X e GOPAX também operam acima do limite legal mínimo estabelecido pelo país.
O órgão regulador também solicitou que as empresas reforcem o monitoramento de depósitos e saques. As corretoras devem ampliar suas equipes de resposta a incidentes e reportar imediatamente qualquer tentativa de acesso suspeito aos sistemas.
O Banco da Coreia iniciou uma pesquisa com bancos e corretoras para avaliar a exposição do sistema financeiro tradicional a riscos de ataques cibernéticos. O objetivo é limitar danos potenciais e evitar o contágio de falhas de segurança no mercado local.
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