Coreia do Sul avalia elevar exigência de custódia fria para corretoras
Regulador exige maior proteção de ativos após vulnerabilidades globais no setor de criptoativos
A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul solicitou que corretoras locais aumentem a parcela de ativos de clientes mantida em carteiras frias. A medida surge como resposta direta a incidentes de segurança recentes envolvendo plataformas globais de negociação.
O órgão regulador também determinou o reforço no monitoramento de transferências e a ampliação das equipes de resposta a incidentes. As empresas devem reportar prontamente qualquer tentativa de acesso anormal aos sistemas internos para evitar perdas de capital.
As novas diretrizes exigem a criação de reservas financeiras adicionais para proteger os usuários contra eventuais falhas operacionais. O controle sobre privilégios de administradores e os processos de aprovação para retiradas de valores também entraram na pauta de revisão das autoridades.
Atualmente, o padrão vigente desde julho de 2024 estabelece que 80% do valor econômico dos ativos deve permanecer fora de ambientes conectados. O governo sul-coreano estuda elevar esse patamar para 99% visando mitigar riscos de ataques cibernéticos em larga escala.
O setor enfrenta desafios para implementar essas mudanças sem prejudicar a agilidade dos saques. Corretoras de menor porte podem encontrar dificuldades técnicas e operacionais para cumprir as novas exigências de custódia e monitoramento em tempo real.
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