Demanda por ouro atinge US$ 188 bilhões no terceiro trimestre de 2026
Bancos centrais superam consumo de joias em volume de compras do metal precioso
A demanda global por ouro alcançou a marca de 188 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2026. O volume financeiro representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do montante elevado, a quantidade física adquirida caiu 1%, totalizando 1.369 toneladas.
Os bancos centrais e instituições oficiais lideraram as aquisições com 321 toneladas líquidas. Pela primeira vez, o volume institucional superou o consumo de joias, que somou 313 toneladas. O setor de joalheria registrou o resultado mais fraco para um terceiro trimestre desde o ano 2000.
O comportamento dos compradores na China e na Índia explica parte da queda no consumo de joias. Os consumidores reduziram as compras ou optaram por peças de menor quilatagem devido aos preços elevados. A demanda por barras e moedas físicas também recuou 19%, atingindo 268 toneladas.
O desempenho do ouro no período foi de alta de 3,84%, enquanto o Bitcoin avançou 42,7%. O metal precioso permanece 25% abaixo de seu pico histórico de valorização. O movimento de compra em fundos negociados em bolsa ajudou a sustentar o mercado frente à retração de investidores individuais.
O aumento da procura por ativos de reserva por parte de governos globais pode elevar a percepção de risco sistêmico e influenciar a volatilidade do dólar frente a ativos de proteção. A divergência de desempenho entre metais e criptoativos reforça a necessidade de monitorar a liquidez global.
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