Ações da Apple recuam após alerta sobre custos de memória e IA
Gigante da tecnologia projeta margens menores e enfrenta desafios com despesas crescentes em inteligência artificial
As ações da Apple registraram queda no pré-mercado após a companhia projetar um cenário desafiador para suas margens brutas. O recuo ocorre diante de um aumento nos custos de memória, classificado pela gestão como um movimento sem precedentes que deve persistir após dezembro.
O novo presidente-executivo John Ternus destacou que a vantagem competitiva da empresa ao adquirir componentes a preços reduzidos está diminuindo. A margem bruta no trimestre encerrado em setembro foi de 47,9 por cento e a previsão para o período seguinte situa-se entre 45 e 46 por cento.
Além da pressão nos custos de fabricação, a empresa ampliou os investimentos voltados para a expansão da Siri com foco em inteligência artificial. Esse movimento eleva as despesas operacionais em um momento em que o consumidor final lida com o aumento do custo de vida global.
O desempenho financeiro recente mostrou uma receita de 114,5 bilhões de dólares no quarto trimestre fiscal. As vendas do iPhone atingiram 57,58 bilhões de dólares, superando as expectativas do mercado, mesmo com um cronograma de lançamentos escalonado para os modelos premium.
A desvalorização das ações reflete a preocupação de investidores com a rentabilidade da companhia diante de um ambiente de custos elevados. A pressão sobre as margens das grandes empresas de tecnologia pode reduzir o apetite ao risco em ativos globais e fortalecer a busca por segurança no mercado financeiro.
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