Warsh não dá pistas sobre juros e vê IA elevando produtividade
Presidente do Fed evita antecipar a decisão de outubro e diz que o aperto monetário global é sincronizado
Macroeconomia Editor: Fabricio Marcilio 1 min de leitura
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, não deu pistas sobre a próxima decisão de juros do banco central americano. Ele falou na sexta-feira, em Bangkok, durante a reunião anual do FMI e do Banco Mundial. Warsh disse que não antecipa reuniões e que o Fed não pretende mais orientar o mercado com antecedência.
Segundo ele, a economia americana se comportou em linha com o esperado desde o aumento de juros de setembro. Warsh também afirmou que o mundo vive um aperto monetário sincronizado, com bancos centrais combatendo a inflação ao mesmo tempo. Na visão dele, nenhum país fica de fora desse esforço.
O cenário de inflação ganhou novos combustíveis. Os custos de energia subiram com a guerra no Irã e com o forte investimento em inteligência artificial, o que pressiona os juros em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a dívida pública global caminha para superar 100% do PIB mundial, nível que não se via desde o pós-Guerra.
Sobre tecnologia, Warsh chamou a inteligência artificial da mudança mais importante de sua vida. Ele disse que economias que a usam bem podem ficar mais produtivas e mais ricas. Ele alertou, porém, que o caminho até lá pode ser bem turbulento.
Nos mercados, os contratos futuros do S&P 500 e do Nasdaq subiram levemente após o discurso. Os juros dos Treasuries e as bolsas asiáticas ficaram praticamente estáveis.
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