Selic retorna a 13,75% enquanto dívida pública atinge 82,9% do PIB
Taxa básica de juros volta ao patamar de 2023 e economistas alertam para o impacto do descompasso fiscal nas contas públicas
A taxa Selic encerrou o ciclo recente de ajustes em 13,75% ao ano. Este patamar é idêntico ao registrado em janeiro de 2023, no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Especialistas projetam que a taxa pode permanecer neste nível até 2027.
O cenário fiscal apresenta deterioração com o crescimento da dívida pública. O indicador saltou de 71,7% do PIB em dezembro de 2022 para 82,9% em setembro de 2026. Analistas apontam que a sequência de déficits primários e o aumento de gastos com transferências de renda impulsionaram essa trajetória.
O custo de rolagem da dívida tornou-se um ponto de atenção para o mercado. Como grande parte do endividamento está atrelada à Selic, a manutenção dos juros elevados encarece o serviço da dívida. Economistas reforçam que a ausência de mudanças na política fiscal pressiona a inflação e exige postura contracionista do Banco Central.
Paralelamente, o PT lançou uma campanha de arrecadação via Pix para quitar despesas da campanha eleitoral de Lula. O partido busca captar R$ 7 milhões até o dia 11 de novembro para cobrir custos do segundo turno. Dados do TSE indicam que o teto de gastos para a etapa final da disputa foi quase totalmente utilizado.
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