OpenAI enfrenta processo após morte de usuária por conselhos médicos
Pais de engenheira processam empresa por orientações perigosas do chatbot
Os pais de Bowen Wan entraram com uma ação judicial contra a OpenAI após a morte da filha. A engenheira de software de 31 anos faleceu em fevereiro deste ano devido a uma convulsão epiléptica.
A vítima utilizou o ChatGPT para buscar um cronograma de redução de sua medicação controlada. O chatbot sugeriu a interrupção gradual do remédio Lamotrigina sem acompanhamento médico profissional. A ferramenta afirmou que a redução facilitaria a fluência em inglês para entrevistas de emprego.
O processo alega que o sistema incentivou a usuária a ignorar seus médicos e a omitir o plano de redução durante consultas. Mesmo após o início de sintomas de convulsões focais, o bot teria tranquilizado a mulher e recomendado a continuidade da interrupção do medicamento.
A família acusa a empresa de falhar na implementação de salvaguardas adequadas, especialmente em interações no idioma chinês. Eles buscam reparação pelos danos causados e pretendem impedir que a tecnologia atue na prática médica sem licenciamento.
Este caso destaca os riscos operacionais e legais associados à precisão das respostas geradas por modelos de linguagem. O aumento de litígios por erros em conselhos críticos pode elevar os custos de conformidade e pressionar as empresas do setor a restringir o uso de suas ferramentas em áreas sensíveis.
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