Nvidia integra mãos robóticas de origem chinesa em sistemas humanoides
Gigante dos chips utiliza componentes de startups como Wuji e Sharpa para avançar em sua plataforma de treinamento de robôs
A Nvidia incorporou componentes fabricados por empresas com forte ligação à China em seus novos sistemas de treinamento para robôs humanoides. Os dispositivos utilizam mãos mecânicas desenvolvidas pelas startups Wuji e Sharpa para compor o hardware de suporte ao software Isaac e à plataforma Jetson Thor.
O sistema Agile One SN, que integra o corpo da Agile Robots e as mãos da Wuji, foi exibido pelo CEO Jensen Huang em um evento recente em Berlim. A tecnologia visa acelerar o desenvolvimento de robótica autônoma e deve estar disponível para instituições de pesquisa como Stanford e ETH Zurich a partir de 2027.
Outro modelo de referência anunciado pela companhia utiliza o corpo da chinesa Unitree e mãos da Sharpa, com sede em Singapura e operações de pesquisa em Xangai. A relevância dessas startups cresceu a ponto de serem comparadas por pesquisadores do Google DeepMind em avaliações técnicas sobre força e precisão motora.
A dependência de componentes fabricados na China para sistemas de alta tecnologia ocorre em um momento de expansão da infraestrutura de robótica da Nvidia. O uso dessas peças busca solucionar desafios técnicos complexos na manipulação de objetos, como demonstrado na capacidade de um robô girar uma caneta de forma autônoma.
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